A Corregedoria Geral da Administração (CGA), órgão ligado ao governo do Estado, constatou irregularidades na ação de servidores ligados a Paulo Pereira da Silva (SDD), o Paulinho da Força, em atuação na Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho (Sert). A pasta é controlada por Paulinho desde 2012. Ele indicou para cargos aliados do PDT que estão agora no SDD, partido fundado por ele no ano passado. O partido de Paulinho recebeu a secretaria em troca do apoio à reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ontem o SDD declarou que, na eleição nacional, também apoiará o tucano Aécio Neves.
Resultado da sindicância aberta pela controladoria em 2012 e finalizada em janeiro deste ano concluiu que houve “ato de improbidade administrativa” por parte de Alexandre Pereira da Silva, filho de Paulinho, enquanto ele trabalhou na secretaria. Para a CGA, o filho de Paulinho também cometeu usurpação de função pública. Conforme o Estado revelou em 2012, Alexandre atuava como coordenador de Operações da Sert sem ter sido nomeado para o cargo. Oficialmente, Alexandre foi contratado por uma fundação, a Fundac, para atuar em projetos da secretaria por um período de tempo restrito. Na prática, fazia política com cargo que não era seu ao receber prefeitos e encaminhar demandas para implementação de programas da secretaria em cidades do Estado. Alexandre é candidato a deputado pelo SDD.
“Ocorre que, na esteira das averiguações promovidas pela CGA, restou comprovado que entre os meses de março e julho de 2012, o investigado Alexandre identificou-se e atuou, de maneira pública e deliberadamente, como Coordenador de Operações da SERT, extrapolando, assim, as funções decorrentes de sua contratação pela fundação privada, praticando, dessa forma, ato de improbidade administrativa, bem como crime de
usurpação de função pública”, afirmou o órgão.
usurpação de função pública”, afirmou o órgão.
A Corregedoria Geral da Administração do Estado também propôs a suspensão de três servidores ligados a Paulinho, que não teriam coibido a atuação do filho do sindicalista. A punição é administrativa e cabe recurso.
Informações Estadão
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