sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Moradores de Salvador temem dias de medo com chegada das chuvas


Os moradores das encostas vivem à beira da tragédia
As fortes chuvas de verão que castigam Salvador e o interior baiano trouxeram de volta velhos problemas como deslizamentos, alagamentos, desabamentos e transbordamento de rios, tanto na capital baiana quanto no interior do estado.
Foram muitos os alagamentos em Salvador e pelo menos uma morte está relacionada com o temporal.
A Defesa Civil de Salvador (Codesal) registrou 108 solicitações de emergência com relação a deslizamentos de terra, alagamentos, ameaça de desabamentos e duas árvores caídas.
De acordo com a previsão do Climatempo, fortes pancadas de chuvas devem ocorrer até o domingo (27/1), nos períodos da tarde e da noite, com a temperatura variando entre 24 e 32 graus.
O tempo instável traz de volta o medo para os moradores das áreas de riscos. Salvador possui 540 áreas classificadas como de alto risco de desabamentos em casos de chuvas mais fortes, segundo mapeamento feito pela Coordenação de Defesa Civil (Codesal).
De acordo com os dados do órgão, existem sete bairros onde se registram maior número de solicitações de emergência

-- Boca do Rio

-- São Marcos

-- Periperi

-- Águas Claras

-- Bairro da Paz

-- Paripe

-- Castelo Branco

Enquanto a Prefeitura tenta orquestrar suas secretarias para contornar séculos de ocupação desordenada, os moradores de áreas de risco em Salvador dizem estar assustados e já temem o pior para o período do inverno, mais precisamente entre os meses de abril e maio.
“Quando chove, não consigo dormir. A casa tem rachaduras. Não sei mais o que fazer, porque não tenho para onde ir. Estou pedindo a Deus que não chova”, disse, assustada, Rosangela Bispo, moradora da comunidade conhecida como Bate Facho, no bairro da Boca do Rio. As palavras dela refletem a preocupação dos cerca de 100 mil moradores que vivem nas áreas de maiores riscos, segundo o mapeamento da Codesal.
Antonio dos Santos sabe o que é morar sob o risco de uma encosta. “É triste a gente não ter condições de ir para um lugar melhor e nunca ver melhoria nenhuma chegar”, lamenta. Quando a chuva começa a molhar o seu telhado, na Travessa Maria José Gonçalves, em Pau da Lima, ele já sabe que aquele será um dia de medo.www.tribunadabahia.com.br/2013/01/25/moradores-de-salvador-temem-dias-de-medo-com-chegada-das-chuvas-de-verao






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