quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Comunicação entre governo e população da Liberdade é reforçada pela OGE

Reclamações, denúncias e elogios foram registrados pela Ouvidoria Geral do Estado (OGE) em ação itinerante no bairro da Liberdade, em Salvador, na manhã desta quarta-feira (24). Pessoas de todas as idades se reuniram no auditório do Colégio Estadual Duque de Caxias, na Rua Lima e Silva, onde foram orientadas sobre como prestar ocorrências e solicitar intervenções da administração pública em problemas do cotidiano. 
O ouvidor-geral do Estado, Yulo Oiticica, esclareceu dúvidas e reforçou a divulgação da Lei de Acesso a Informação (LAI), sancionada pelo governo federal em 2012 e pelo Governo do Estado em 2013. “Nós queremos aproximar a população das ações do governo. As ocorrências registradas na Ouvidoria Geral do Estado são usadas de maneira estratégica para que a administração pública estadual saiba onde está acertando e perceba onde pode melhorar. Além disso, é direito de todo o cidadão solicitar melhorias”, afirma Oiticica. 
A Liberdade foi o terceiro bairro visitado neste ano pelo órgão estadual, por meio do Projeto Ouvidoria nos Bairros. Anteriormente, Pau da Lima e Periperi também receberam a ação itinerante. Nesta quarta, o aposentado Edson Gomes Nunes aproveitou a oportunidade para pedir melhorias na mobilidade urbana. “Tive AVC e fiquei com paralisia no lado esquerdo do corpo, não tenho uma renda alta e me foi negado o Passe Livre. Estou lutando pelo meu direito”.  
As solicitações foram realizadas nos guichês montados no colégio. O estudante Tales Ramon Gomes reclamou da segurança pública no bairro, enquanto a dona de casa Gicélia dos Santos alegou dificuldade em matricular os filhos de 18 e 16 anos em escolas estaduais. 
“O meu problema começou quando perdi meus documentos no dia do meu parto. Com isso, tenho lutado há anos para conseguir tirar novas vias. Sem meus registros, meus filhos até hoje não conseguiram tirar os deles. Mesmo assim, eles estudaram em colégio particular. Esse ano, a situação [financeira] apertou e optei por matricular meus meninos em escola pública, mas não estou conseguindo, justamente pela falta de documentos de identificação”, explica Gicélia.  

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