No proximo dia 04 de Aabril a Prefeitura de São Francisco do Conde atraves do seu Departamento da Promoção e Igualdade Étnico Racial, em parceria com o mandato do Deputado Federal Amauri Teixeira, estará realizando o " Seminario sobre Politicas Publicas para Pessoas com Anemia Falceforme" no auditorio da Camara de Vereadores de São Francisco do Conde o evento pretende provocar uma maior discussão referente as enfermidades que afligem a maior parcela da população baiana, com enfase nas doenças falceformes. A doença falciforme é uma das doenças genéticas de maior prevalência no mundo (Wang & Lukens, 1999). Na África, sua prevalência se deu num processo de seleção genética que protegeu estas populações da malária, doença epidêmica em muitas regiões daquele continente.
Sua introdução no Brasil se deu em regiões específicas durante a nossa colonização. Sua distribuição heterogênea na população brasileira deve-se a esse fato histórico, sobretudo aos processos de miscigenação racial que ocorreram e ocorrem com intensidade variáveis nas diversas regiões do país (Naoum, 2000). Num estudo realizado com 101 mil amostras de sangue de 65 cidades de todas as regiões brasileiras a prevalência era maior na região norte (4,39%), nordeste (4,05%), centro-oeste (3,11%), sudeste e sul (ambas com 1,87%). Analisando 15 estados brasileiros, a Bahia foi o que apresentou a maior prevalência do gene da doença (5,48%), seguido de Alagoas (4,83%), Piauí (4,77%) e Pará (4,40%) (Ibidem). Os técnicos que têm trabalhado com essa doença estimam a existência de dois a dez milhões de portadores do traço falcêmico e 8 mil a 50 mil doentes, segundo cálculos elaborados com base em probabilidades estatísticas (MS, 1996b).
No Brasil, vários trabalhos científicos realizados, por pesquisadores tanto independentes como ligados às Universidades, têm ressaltado a elevada prevalência da doença, os vários aspectos clínicos, as dificuldades de diagnóstico e tratamento, e têm, mais recentemente, revelado as características genéticas predominantes da população afro-brasileira, que têm nítida associação com a gravidade clínica.
No Brasil, vários trabalhos científicos realizados, por pesquisadores tanto independentes como ligados às Universidades, têm ressaltado a elevada prevalência da doença, os vários aspectos clínicos, as dificuldades de diagnóstico e tratamento, e têm, mais recentemente, revelado as características genéticas predominantes da população afro-brasileira, que têm nítida associação com a gravidade clínica.
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