Um grupo de aproximadamente 150 manifestantes ocupa a Câmara
Municipal de Santa Maria. Eles passaram a noite no local depois de protestarem
durante a sessão que ocorreu na tarde de ontem. Muitos dormiram em cadeiras do
plenário ou no chão. Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, os
manifestantes ocuparam a tribuna durante a sessão e exigiram a exoneração do
procurador jurídico, Robson Zinn, e a renúncia imediata dos três vereadores que
integram a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) instaurada na Câmara para
apurar as responsabilidades da tragédia ocorrida em 27 de janeiro na boate Kiss:
Maria de Lourdes Castro (PMDB), Doutor Tavores (DEM) e Sandra Rebelato (PP). O
incêndio ocorrido na casa noturna provocou 242 mortes.
Os vereadores ainda não se pronunciaram sobre o pedido de
renúncia. A presidência da Câmara irá analisar a exigência feita sobre o
procurador jurídico. Os manifestantes, a maioria jovens e adolescentes, não
concordam com a composição da CPI. Uma gravação de áudio feita em abril durante
uma sessão da CPI é o motivo da revolta. Na conversa, vereadores e assessores
teriam comentado que a investigação “não daria em nada”. O Ministério Público
investiga o caso. Depoimentos que estavam marcados para ocorrer hoje na CPI foram cancelados por causa do protesto. O grupo que invadiu a Câmara também reivindica melhorias no transporte público da cidade. Uma audiência pública para discutir o assunto foi marcada para 5 de julho. Integrantes da Brigada Militar (a PM gaúcha) chegaram a se posicionar em frente ao prédio para cumprir uma determinação de reintegração de posse deferida pela Justiça do Rio Grande do Sul, na noite de ontem.
A direção da Câmara, no entanto, desistiu da desocupação do local utilizando força policial, segundo a assessoria de imprensa. Durante a noite, foram feitas pichações em algumas paredes da Câmara. Não há previsão de saída do grupo do local.
Informações Folhapress
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