quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Doze mineiros são socorridos de mina no Chile

Doze mineiros dos 33 soterrados desde o dia 5 de agosto foram resgatados da mina San José, em Copiapó, no Chile, até as 7h45 desta quarta-feira, 13. As autoridades chilenas iniciaram nesta manhã o resgate dos mineiros que tiveram problemas de saúde durante o confinamento. No início, eles optaram por retirar os mais experiência, que relataram as dificuldades do socorro antes da retirada dos colegas que estão com a saúde debilitada.
O primeiro mineiro com problemas de saúde a ser socorrido foi Mário Gómes Heredia, 63 anos, o mais velho dos soterrados. Ele, que tem mais de 50 anos de experiência com mineração, tem problemas de hipertensão. Mário, que estava com um terço pendurado no pescoço, saiu aplaudido pelos presentes e foi recebido pela mulher. O mineiro se ajoelhou no chão abraçado a bandeira do Chile e agradeceu pelo resgate.
Apesar de aparentar boas condições físicas, a saúde de Mário preocupa os resgatistas, já que ele reclamou de dificuldade para respirar após sair da "Fênix II" e precisou de oxigênio. Por enquanto, ele é o único a apresentar problemas ao ser resgatado.
Álex Vega, que tem problemas de hipertensão e insuficiência renal, foi o décimo mineiro a ser resgatado. Ao sair, ele agradeceu aos resgatistas e abraçou sua mulher Jéssica Salgado.
Em seguida foram retirados Jorge Orellana, 56 anos, que foi recebido entre cantos e gritos pelos familiares e Edison Peña Villarroel, 34, que tem problemas auditivos, hipertensão e diabetes. Edison foi o mineiro que mais sofreu com stress.
Resgate - A operação, que acontece sem transtornos, começou às 23h20 desta terça, 12, com a descida do socorrista Manuel González, que passou instruções para os mineiros. O primeiro socorrido foi Florencio Ávalos, que foi recebido pela mulher e filho de sete anos em meio a aplausou e gritos de "Chi, chi, chi! Le, le, le!".
Os chilenos Florencio Ávalos, Mario Sepúlveda e Juan Illanes foram os três primeiros a ser resgatados. Na sequência, vieram o boliviano Carlos Mamani e os chilenos Jimmy Sánchez e Osmán Araya. Após horas de trabalho, os socorristas tiveram de interromper o resgate para consertar um problema na estrutura da "Fênix 2".
Único estrangeiro do grupo, Carlos Mamani, de 24 anos, é casado com Verónica Quispe e pai de uma menina de um ano e quatro meses. Ele estava trabalhando na mina San José havia apenas cinco dias quando ocorreu o desmoronamento no local no dia 5 de agosto.
Jimmy Sánchez, de 19 anos, é o mais jovem do grupo. Tem uma filha de três meses e quer se casar com a namorada, Helen Ávalos, de 17 anos. Ele queria abandonar a profissão de minerador e conseguir alguma outra para conciliar com os estudos.
Torcedor do clube Universidad de Chile, durante seu confinamento na mina recebeu uma camisa assinada por todos os jogadores da equipe. Ao sair, portava uma bandeira do clube com os dizeres "Mais que uma paixão, um sentimento".
Osmán Araya, de 30 anos, foi o sexto minerador a deixar a mina San José, a bordo da cápsula "Fênix 2". Araya é casado com Angélica Ancalipe, de 21 anos, e tem três filhos. Estava havia quatro meses na mina e queria mudar de emprego por causa da insegurança do local.
José Ojeda, de 46 anos, foi o sétimo resgatado pela cápsula "Fênix 2". José Ojeda é viúvo e foi recebido por sua enteada na superfície. Foi ele quem redigiu a mensagem internacionalmente conhecida: "Estamos bem no refúgio, os 33".
O oitavo a ser retirado foi Claudio Yáñez Lagos, de 34 anos, que tem duas filhas e ajudava a manter os companheiros bem nas profundidades da jazida.

Informações: atarde




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